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Atividades de Extensão

Semana da Educação

Atividades de Extensão

Uma epistemologia do Sul assenta em três orientações:

  • aprender que existe o Sul;
  • aprender a ir para o Sul;
  • aprender a partir do Sul e com o Sul.

Boaventura de Sousa Santos (1995), Toward a New Common Sense: Law, Science and Politics in the Paradigmatic Transition. New York: Routledge

Boaventura de Souza Santos, cientista social português, desenvolve ao longo de sua carreira uma importante discussão a respeito da hegemonia da produção de conhecimento a partir dos países centrais, do norte do mundo, e como os países “periféricos”, o “sul do mundo”  têm produzido diversos saberes e conhecimento, diferentes dos primeiros, mas nem por isso menores. 

Este “Império Cognitivo” do norte já não é mais hegemônico como em outros tempos. O pensamento branco, judaico-cristão e patriarcal é contraposto por uma série de outros emergentes e insurgentes, alguns até mais antigos que as instituições europeias, mas colocados na marginalidade, uma vez que o lócus enunciação era o “sul do mundo“, como os saberes ancestrais africanos e nativos do território americano.

Nesta esteira de insurgência e “desobediência epistemológica” as vozes do sul têm se levantado. Que vozes são essas?  As matrizes indígenas e africanas, no seu conjunto de saberes e práticas, o feminismo, como reflexão e prática, que têm ocupado, não sem resistência, cada vez mais lugares nas artes, na política, na produção de conhecimento, nas ruas e também no campo da educação.

Este levantar das Vozes do Sul traz uma série de questionamentos sobre a escola, os processos educativos e as políticas educacionais.  O modelo da escola da cidade é o mesmo para escola no campo? Como garantir o direito da existência de escolas indígenas e quilombolas? Como estas mesmas escolas podem contribuir para uma transformação do sistema de educação? Como os saberes ancestrais circulam nas comunidades de aprendizagem, sejam elas formais ou informais, do campo ou da cidade?  A BNCC comtempla as “vozes do sul”?  Qual tem sido a distância entre o debate insurgente e a prática pedagógica? Quem são as mulheres e homens, da “periferia do mundo” que têm produzido ciência e arte?  Existe mesmo um centro e uma periferia do mundo? Como as juventudes têm sido contempladas pela educação? Professoras e professores têm sido ouvidos na formulação de políticas públicas para a educação? Como nós, professoras, professores, alunas e alunos da Unyleya nos posicionamos diante deste cenário?

Estas questões, e outras dentro da ordem de pensamento do levante das Vozes do Sul, é que nossa III Semana de Educação da Faculdade Unyleya será organizada em 2019.

A atividade consiste em uma série de palestras oferecidas diferentes horários, durante o período de 21 a 26 de outubro de 2019 e transmitidas por meio da ferramenta Adobe Connect.

As palestras serão proferidas por tutores, professores e coordenadores da graduação da faculdade, cuja programação dos temas será previamente informada. O tempo de duração de cada palestra será de cinquenta minutos, com certificação para os palestrantes e participantes.

É importante ressaltar que a III Semana de Educação é uma atividade de extensão, que tem como objetivo proporcionar formação profissional articulada com as demandas sociais, culturais e do mundo do trabalho.

Para conhecer Boaventura de Sousa Santos e um pouco das Epistemologias do Sul assista o vídeo

 

Palestra - As muitas “vozes do sul” na educação

Todo saber, científico, cultural, artístico, religioso, tem um lugar de enunciação. Muitas das nossas referências identitárias têm origem muito distante de nós, no norte do planeta (Europa e Estados Unidos). E os saberes produzidos a partir do “sul” do mundo, de onde estamos? São devidamente valorizados?  O que produzido por mulheres, negros, indígenas, pessoas das periferias das cidades, tem chegado até nós? E como chega?  Nesta palestra vamos pensar sobre essas “vozes sul” e como elas ecoam nas escolas. 

Profª Ms. Úrsula Farias 

 

 

 

 

 

Palestra - Comunicação não violenta e mediação de conflitos na educação

O que acontece na nossa vida em sociedade que nos torna violentos? Como essa violência chega na escola? O que podemos, como educadores, fazer para que nossas relações sejam não-violentas? A professora Fernanda nos desafia a pensar sobre estas questões e apresenta algumas técnicas para o aprimoramento de relações pessoais e profissionais.  

Profª Drª Fernanda Mattos

 

 

 

Palestra - Ensinar é transgredir? Bell hooks, educação e diversidade

A educadora e ativista norte-americana  bell hooks nos instiga a pensar a prática docente a partir de uma outra perspectiva:  uma educação inclusiva, para a diversidade,  coletiva e que seja mediada pela afetividade.  A professora Luciana Lamblet  nos  convida, nesta palestra,  a conhecermos esta instigante proposta para a educação. 

Profª. Drª Luciana  Lamblet

 

 

 

Palestra - Reflexões sobre a saúde mental dos docentes no contexto educacional da América Latina

As mudanças no mundo do trabalho desde o século XIX vem alterando os rumos da educação de diversas maneiras. No século XX há uma proletarização do trabalho docente, que impacta a identidade e condições de trabalho de professoras e professores. Como todas estas mudanças impactam a saúde mental de professoras e professores? 

Prof. Ms. Fábio Maia

 

 

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